segunda-feira, 26 de março de 2007

Oração ao estilo de Taizé - 24-03-2007











Em noite de jogo de Portugal, poucos, mas alguns os que mostraram vontade e presença de em conjunto rezar.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Domingos Musicais no São Jorge

Iniciativa da CML – "Domingos Musicais no São Jorge", até Junho, no último domingo de cada mês.

Domingo – Orquestra Sinfónica Juvenil, no cinema São Jorge, 18:00 (grátis).

Obras: Mozart, Bach, Braga Santos, Tschaikowsky

Festival da canção Jovem Cristã

Mais uma vez para quem não recebeu o mail, transcrevo com as devidas aspas:

"
Alô jovem!!!

Como sabes, este ano o festival vicarial é organizado pela Ramada...como eles são pessoas inovadoras, este ano resolveram fazer uma coisa um bocadito diferente em relação à apresentação e assim...e é aí que TU entras! Precisamos de pelo menos 5 nomes, para ajudar na apresentação do Festival e noutras actividades durante o mesmo!

Fala comigo, Tânia, ou directamente com a Mafalda da Ramada e participa!!!

Preparação do Tríduo Pascal de 2007

Para quem não recebeu o mail da Tânia aqui vai transcrição:

"o que têm os jovens para "fazer"...

Na Sexta feira Santa, A Celebração da Paixão do Senhor, às 17h é preciso um jovem para fazer a Oração Universal. Este jovem deve ir falar com o Padre Ricardo o mais rápido possivel, pois tem de receber instruções especificas...

No sábado Santo, a Vigilia Pascal, às 21h30, um jovem vai ler a IV leitura.

Além disto, e visto que o grupo dos acólitos está num (MUITO) mau estado, é preciso que as tarefas sejam mais distribuidas (e se possivel que alguém que saiba "estar" no altar e que tenha dois dedinhos de testa se voluntarie com acólito --> falar com o Alexandre), por isso no sábado da Vigilia quem puder, esteja na igreja às 11h30 (da manhã) para ajudar no que for preciso, em relação à celebração da Vigilia... Sei que muitos jovens vão estar fora com a ida a Taizé, mas os que ficam, por favor, não se esqueçm que esta é a altura mais importante do ano para os cristãos, e não devem esquecer a igreja só porque estão de férias ou porque os amigos não estão... "

Boa Noite

quinta-feira, 22 de março de 2007

5º Domingo da Quaresma - Ano C

Tema
A liturgia de hoje fala-nos (outra vez) de um Deus que ama e cujo amor nos desafia a ultrapassar as nossas escravidões para chegar à vida nova, à ressurreição.A primeira leitura apresenta-nos o Deus libertador, que acompanha com solicitude e amor a caminhada do seu Povo para a liberdade. Esse “caminho” é o paradigma dessa outra libertação que Deus nos convida a fazer neste tempo de Quaresma e que nos levará à Terra Prometida onde corre a vida nova.A segunda leitura é um desafio a libertar-nos do “lixo” que impede a descoberta do fundamental: a comunhão com Cristo, a identificação com Cristo, princípio da nossa ressurreição.O Evangelho diz-nos que, na perspectiva de Deus, não são o castigo e a intolerância que resolvem o problema do mal e do pecado; só o amor e a misericórdia geram activamente vida e fazem nascer o homem novo. É esta lógica – a lógica de Deus – que somos convidados a assumir na nossa relação com os irmãos.

EVANGELHO – Jo 8,1-11

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo,Jesus foi para o Monte das Oliveiras.Mas de manhã cedo, apareceu outra vez no templo,e todo o povo se aproximou d’Ele.Então sentou-Se e começou a ensinar.Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesusuma mulher surpreendida em adultério,colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus:«Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério.Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres.Tu que dizes?»Falavam assim para Lhe armarem uma ciladae terem pretexto para O acusar.Mas Jesus inclinou-See começou a escrever com o dedo no chão.Como persistiam em interrogá-l’O,ergueu-se e disse-lhes:«Quem de entre vós estiver sem pecadoatire a primeira pedra».Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão.Eles, porém, quando ouviram tais palavras,foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos,e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio.Jesus ergueu-Se e disse-lhe:«Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?».Ele respondeu:«Ninguém, Senhor».Disse então Jesus:«Nem Eu te condeno.Vai e não tornes a pecar».

MENSAGEM

Temos, portanto, diante de Jesus uma mulher que, de acordo com a Lei, tinha cometido uma falta que merecia a morte. Para os escribas e fariseus, trata-se de uma oportunidade de ouro para testar a ortodoxia de Jesus e a sua fidelidade às exigências da Lei; para Jesus, trata-se de revelar a atitude de Deus frente ao pecado e ao pecador.Apresentada a questão, Jesus não procura branquear o pecado ou desculpabilizar o comportamento da mulher. Ele sabe que o pecado não é um caminho aceitável, pois gera infelicidade e rouba a paz… No entanto, também não aceita pactuar com uma Lei que, em nome de Deus, gera morte. Porque os esquemas de Deus são diferentes dos esquemas da Lei, Jesus fica em silêncio durante uns momentos e escreve no chão, como se pretendesse dar tempo aos participantes da cena para perceber aquilo que estava em causa. Finalmente, convida os acusadores a tomar consciência de que o pecado é uma consequência dos nossos limites e fragilidades e que Deus entende isso: “quem de vós estiver sem pecado, atire a primeira pedra”. E continua a escrever no chão, à espera que os acusadores da mulher interiorizem a lógica de Deus – a lógica da tolerância e da compreensão. Quando os escribas e fariseus se retiram, Jesus nem sequer pergunta à mulher se ela está ou não arrependida: convida-a, apenas, a seguir um caminho novo, de liberdade e de paz (“vai e não tornes a pecar”).A lógica de Deus não é uma lógica de morte, mas uma lógica de vida; a proposta que Deus faz aos homens através de Jesus não passa pela eliminação dos que erram, mas por um convite à vida nova, à conversão, à transformação, à libertação de tudo o que oprime e escraviza; e destruir ou matar em nome de Deus ou em nome de uma qualquer moral é uma ofensa inqualificável a esse Deus da vida e do amor, que apenas quer a realização plena do homem.O episódio põe em relevo, por outro lado, a intransigência e a hipocrisia do homem, sempre disposto a julgar e a condenar… os outros. Jesus denuncia, aqui, a lógica daqueles que se sentem perfeitos e auto-suficientes, sem reconhecerem que estamos todos a caminho e que, enquanto caminhamos, somos imperfeitos e limitados. É preciso reconhecer, com humildade e simplicidade, que necessitamos todos da ajuda do amor e da misericórdia de Deus para chegar à vida plena do Homem Novo. A única atitude que faz sentido, neste esquema, é assumir para com os nossos irmãos a tolerância e a misericórdia que Deus tem para com todos os homens.Na atitude de Jesus, torna-se particularmente evidente a misericórdia de Deus para com todos aqueles que a teologia oficial considerava marginais. Os pecadores públicos, os proscritos, os transgressores notórios da Lei e da moral encontram em Jesus um sinal do Deus que os ama e que lhes diz: “Eu não te condeno”. Sem excluir ninguém, Jesus promoveu os desclassificados, deu-lhes dignidade, tornou-os pessoas, libertou-os, apontou-lhes o caminho da vida nova, da vida plena. A dinâmica de Deus é uma dinâmica de misericórdia, pois só o amor transforma e permite a superação dos limites humanos. É essa a realidade do Reino de Deus.

A reflexão pode fazer-se a partir das seguintes indicações:

• O nosso Deus – di-lo de forma clara o Evangelho de hoje – funciona na lógica da misericórdia e não na lógica da Lei; ele não quer a morte daquele que errou, mas a libertação plena do homem. Nesta lógica, só a misericórdia e o amor se encaixam: só eles são capazes de mostrar o sem sentido da escravidão e de soprar a esperança, a ânsia de superação, o desejo de uma vida nova. A força de Deus (essa força que nos projecta para a vida em plenitude), não está no castigo, mas está no amor.
• No nosso mundo, o fundamentalismo e a intransigência falam frequentemente mais alto do que o amor: mata-se, oprime-se, escraviza-se em nome de Deus; desacredita-se, calunia-se, em razão de preconceitos; marginaliza-se em nome da moral e dos bons costumes… Esta lógica (bem longe da misericórdia e do amor de Deus) leva-nos a algum lado? A intolerância alguma vez gerou alguma coisa, além de violência, de morte, de lágrimas, de sofrimento?
• Quantas vezes nas nossas comunidades cristãs (ou religiosas) a absolutização da lei causa marginalização e sofrimento… Quantas vezes se atiram pedras aos outros, esquecendo os nossos próprios telhados de vidro… Quantas vezes marcamos os outros com o estigma da culpa e queimamos a pessoa em “julgamentos sumários” sem direito a defesa… Esta é a lógica de Deus? O que nos interessa: a libertação do nosso irmão, ou o seu afundamento?
• Neste caminho quaresmal, há duas coisas a considerar: Deus desafia-nos à superação de todas as realidades que nos escravizam e sublinha esse desafio com o seu amor e a sua misericórdia; e convida-nos a despir as roupagens da hipocrisia e da intolerância, para vestir as do amor.

domingo, 18 de março de 2007

Momentos Fotograficos Sopro de Vida - O Império Contra Ataca
















Oração de taizé - Informações

Oi Jovem!

Venhor por este meio saber se vais no sabado dia 24 de Março à oração de Taizé!

para o caso de a resposta ser afirmativa, temos que combinar jantar por turnos no fim da missa para podermos preparar: igreja, chá e afins...

O Chá será em conjunto: as pessoas da oração e as pessoas da Vigararia que vão estar com o Bispo e Padre Ricardo numa reunião!!

Volto a pedir que tragas 3 canecas e algo como biscoitos ou bolo. Se não te for possivel trazer nada diz-me sem vergonha, para organziar as coisas de uma outra forma.

Se a resposta for negativa avisa na mesma pff e sff.

MI RISPONDE VAI

Preciso de resposta no máximo até 3ªf hora de almoço e já é prazo bem esticado. é uma questão de organização, desculpa.

bjcs XXL

sexta-feira, 16 de março de 2007

4º Domingo da Quaresma - Ano C


Tema do 4º Domingo da Quaresma


A liturgia de hoje convida-nos à descoberta do Deus do amor, empenhado em conduzir-nos a uma vida de comunhão com Ele.O Evangelho apresenta-nos o Deus/Pai que ama de forma gratuita, com um amor fiel e eterno, apesar das escolhas erradas e da irresponsabilidade do filho rebelde. E esse amor lá está, sempre à espera, sem condições, para acolher e abraçar o filho que decide voltar. É um amor entendido na linha da misericórdia e não na linha da justiça dos homens.A segunda leitura convida-nos a acolher a oferta de amor que Deus nos faz através de Jesus. Só reconciliados com Deus e com os irmãos podemos ser criaturas novas, em quem se manifesta o homem Novo.A primeira leitura, a propósito da circuncisão dos israelitas, convida-nos à conversão, princípio de vida nova na terra da felicidade, da liberdade e da paz. Essa vida nova do homem renovado é um dom do Deus que nos ama e que nos convoca para a felicidade.


EVANGELHO – Lc 15,1-3.11-32


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


Naquele tempo,os publicanos e os pecadoresaproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem.Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo:«Este homem acolhe os pecadores e come com eles».Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:«Um homem tinha dois filhos.O mais novo disse ao pai:‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca’.O pai repartiu os bens pelos filhos.Alguns dias depois, o filho mais novo,juntando todos os seus haveres, partiu para um país distantee por lá esbanjou quanto possuía,numa vida dissoluta.Tendo gasto tudo,houve uma grande fome naquela regiãoe ele começou a passar privações.Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra,que o mandou para os seus campos guardar porcos.Bem desejava ele matar a fomecom as alfarrobas que os porcos comiam,mas ninguém lhas dava.Então, caindo em si, disse:‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância,e eu aqui a morrer de fome!Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe:Pai, pequei contra o Céu e contra ti.Já não mereço ser chamado teu filho,mas trata-me como um dos teus trabalhadores’.Pôs-se a caminho e foi ter com o pai.Ainda ele estava longe, quando o pai o viu:encheu-se de compaixãoe correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos.Disse-lhe o filho:‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti.Já não mereço ser chamado teu filho’.Mas o pai disse aos servos:‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha.Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés.Trazei o vitelo gordo e matai-o.Comamos e festejemos,porque este meu filho estava morto e voltou à vida,estava perdido e foi reencontrado’.E começou a festa.Ora o filho mais velho estava no campo.Quando regressou,ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo.O servo respondeu-lhe:‘O teu irmão voltoue teu pai mandou matar o vitelo gordo,porque ele chegou são e salvo’.Ele ficou ressentido e não queria entrar.Então o pai veio cá fora instar com ele.Mas ele respondeu ao pai:‘Há tantos anos que eu te sirvo,sem nunca transgredir uma ordem tua,e nunca me deste um cabritopara fazer uma festa com os meus amigos.E agora, quando chegou esse teu filho,que consumiu os teus bens com mulheres de má vida,mataste-lhe o vitelo gordo’.Disse-lhe o pai:‘Filho, tu estás sempre comigoe tudo o que é meu é teu.Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos,porque este teu irmão estava morto e voltou à vida,estava perdido e foi reencontrado’»


MENSAGEM

A parábola apresenta-nos três personagens de referência: o pai, o filho mais novo e o filho mais velho. Detenhamo-nos um pouco nestas figuras.A personagem central é o pai. Trata-se de uma figura excepcional, que conjuga o respeito pelas decisões e pela liberdade dos filhos, com um amor gratuito e sem limites. Esse amor manifesta-se na emoção com que abraça o filho que volta, mesmo sem saber se esse filho mudou a sua atitude de orgulho e de auto-suficiência em relação ao pai e à casa. Trata-se de um amor que permaneceu inalterado, apesar da rebeldia do filho; trata-se de um pai que continuou a amar, apesar da ausência e da infidelidade do filho. A consequência do amor do pai simboliza-se no “anel” que é símbolo da autoridade (cf. Gn 41,42; Est 3,10; 8,2) e nas sandálias, que é o calçado do homem livre.Depois, vem o filho mais novo. É um filho ingrato, insolente e obstinado, que exige do pai muito mais do que aquilo a que tem direito (a lei judaica previa que o filho mais novo recebesse apenas um terço da fortuna do pai – cf. Dt 21,15-17; mas, ainda que a divisão das propriedades pudesse fazer-se em vida do pai, os filhos não acediam à sua posse senão depois da morte deste – cf. Sir 33,20-24). Além disso, abandona a casa e o amor do pai e dissipa os bens que o pai colocou à sua disposição. É uma imagem de egoísmo, de orgulho, de auto-suficiência, de frivolidade, de total irresponsabilidade. Acaba, no entanto, por perceber o vazio, o sem sentido, o desespero dessa vida de egoísmo e de auto-suficiência e por ter a coragem de voltar ao encontro do amor do pai.Finalmente, temos o filho mais velho. É o filho “certinho”, que sempre fez o que o pai mandou, que cumpriu todas as regras e que nunca pensou em deixar esse espaço cómodo e acolhedor que é a casa do pai. No entanto, a sua lógica é a lógica da “justiça” e não a lógica da “misericórdia”. Ele acha que tem créditos superiores aos do irmão e não compreende nem aceita que o pai queira exercer o seu direito à misericórdia e acolha, feliz, o filho rebelde. É a imagem desses fariseus e escribas que interpelaram Jesus: porque cumpriam à risca as exigências da Lei, desprezavam os pecadores e achavam que essa devia ser também a lógica de Deus.A “parábola do pai bondoso e misericordioso” pretende apresentar-nos a lógica de Deus. Deus é o Pai bondoso, que respeita absolutamente a liberdade e as decisões dos seus filhos, mesmo que eles usem essa liberdade para procurar a felicidade em caminhos errados; e, aconteça o que acontecer, continua a amar e a esperar ansiosamente o regresso dos filhos rebeldes. Quando os reencontra, acolhe-os com amor e reintegra-os na sua família. Essa é a alegria de Deus. É esse Deus de amor, de bondade, de misericórdia, que se alegra quando o filho regressa que nós, às vezes filhos rebeldes, temos a certeza de encontrar quando voltamos.A parábola pretende ser também um convite a deixarmo-nos arrastar por esta dinâmica de amor no julgamento que fazemos dos nossos irmãos. Mais do que pela “justiça”, que nos deixemos guiar pela misericórdia, na linha de Deus.


Ter em conta os seguintes elementos, para reflexão:

• A primeira chamada de atenção vai para o amor do Pai: um amor que respeita absolutamente as decisões – mesmo absurdas – desse filho que abandona a casa paterna; um amor que está sempre lá, fiel e inquebrável, preparado para abraçar o filho que volta. Repare-se: mesmo antes de o filho falar e mostrar o seu arrependimento, o Pai manifesta-lhe o seu amor; é um amor que precede a conversão e que se manifesta antes da conversão. É num Deus que nos ama desta forma que somos chamados a confiar neste tempo de “metanoia”.


• Esta parábola alerta-nos também para o sem sentido e a frustração de uma vida vivida longe do amor do “Pai”, no egoísmo, no materialismo, na auto-suficiência. Convida-nos a reconhecer que não é nos bens deste mundo, mas é na comunhão com o “Pai” que encontramos a felicidade, a serenidade e a paz.


• Esta parábola convida-nos, finalmente, a não nos deixarmos dominar pela lógica do que é “justo” aos olhos do mundo, mas pela “justiça de Deus”, que é misericórdia, compreensão, tolerância, amor. Com que critérios julgamos os nossos irmãos: com os critérios da justiça do mundo, ou com os critérios da misericórdia de Deus? A nossa comunidade é, verdadeiramente, o espaço onde se manifesta a misericórdia de Deus?

segunda-feira, 12 de março de 2007

Ultimas Ultimas

Boas noites!

Venho por este meio informar, que a oração de Taizé e tudo o que a envolve, tá o melhor possivel organizada, encaminhada e orientada,os meus parabéns aos Sopro intervenientes.

Venho também informar que a oração foi remarcada (alteração de data ) para o dia 24 de Março as 21h30. Vais à oração?

Relembro que esta 6ªfeira não haverá momento de reflexão (mas estará disponivel no blog como todos os anteriores, para quem quiser consultar e pensar nele) uma vez que será a oração quaresmal em famões as 21h30 LÀ. A todos os interessados em irem que me digam a mim ou á Lisandra - nossa representante na PJ, de forma a organizar-se boleias e horas de partidas. Tudo o resto sobre esta oaração chegou a ti através do mail que te enviei anteriormente.

Para quem não sabe o nosso rui vai participar no festival com outros jovens, mas com uma MUSICA DELE, qua alguns Sopro (poucos) ouviram em 1º ouvido. PARABÉNS RUI.

Relembro que o blog esta actualizado, e que nele se encontram os calendarios de março e abril e também ja os tinha enviado para o teu mail.

bjcs XXL

Boa semana

MUDANÇA DE DATA... ALTERAÇÃO DE DATA

ORAÇÃO DE TAIZÉ DIA 24 DE MARÇO AS 21H30.

Fim-de-semana em Santa Cruz







Como além de um blog informativo, também é um blog de partilha entre Sopros de Vida e quem mais quiser ler... Só eu partilho, só eu leio, por isso é na boa tudo o que escrevo!!!

Partilho que este fim-de-semana fui até terras salgadas de Santa Cruz, além da maratona da comida ( que se sucede sempre) e boa dormida, também ainda consumi CSI...

E não é que descobri ao fim de tantos fds a correr para lá, uma ruina de um convento, que assim ficou devido ao terramoto de 1755 e vendo a sua localização actual percebe-se a força de um tsunami. Actualamente encontra-se nas dunas o que lhe dá ainda mais mistica.

Claro que os passeios na praia também não faltaram. Assim regressei em grande ao convivo com o sol depois de uma ausência notada.


Um grande bem-haja

SORRI - Charles Chaplin


3º Domingo da Quaresma – Ano C


Tema

Nesta terceira etapa da caminhada para a Páscoa somos chamados, mais uma vez, a repensar a nossa existência. O tema fundamental da liturgia de hoje é a “conversão”. Com este tema enlaça-se o da “libertação”: o Deus libertador propõe-nos a transformação em homens novos, livres da escravidão do egoísmo e do pecado, para que em nós se manifeste a vida em plenitude, a vida de Deus.O Evangelho contém um convite a uma transformação radical da existência, a uma mudança de mentalidade, a um re-centrar a vida de forma que Deus e os seus valores passem a ser a nossa prioridade fundamental. Se isso não acontecer, diz Jesus, a nossa vida será cada vez mais controlada pelo egoísmo que leva à morte.A segunda leitura avisa-nos que o cumprimento de ritos externos e vazios não é importante; o que é importante é a adesão verdadeira a Deus, a vontade de aceitar a sua proposta de salvação e de viver com Ele numa comunhão íntima.A primeira leitura fala-nos do Deus que não suporta as injustiças e as arbitrariedades e que está sempre presente naqueles que lutam pela libertação. É esse Deus libertador que exige de nós uma luta permanente contra tudo aquilo que nos escraviza e que impede a manifestação da vida plena.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


Naquele tempo,vieram contar a Jesusque Pilatos mandara derramar o sangue de certos galileus,juntamente com o das vítimas que imolavam.Jesus respondeu-lhes:«Julgais que, por terem sofrido tal castigo,esses galileus eram mais pecadoresdo que todos os outros galileus?Eu digo-vos que não.E se não vos arrependerdes,morrereis todos do mesmo modo.E aqueles dezoito homens,que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou?Julgais que eram mais culpadosdo que todos os outros habitantes de Jerusalém?Eu digo-vos que não.E se não vos arrependerdes,morrereis todos de modo semelhante.Jesus disse então a seguinte parábola:«Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha.Foi procurar os frutos que nela houvesse,mas não os encontrou.Disse então ao vinhateiro:‘Há três anos que venho procurar frutos nesta figueirae não os encontro.Deves cortá-la.Porque há-de estar ela a ocupar inutilmente a terra?’Mas o vinhateiro respondeu-lhe:‘Senhor, deixa-a ficar ainda este ano,que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo.Talvez venha a dar frutos.Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano».


MENSAGEM

O texto apresenta duas partes distintas, embora unidas pelo tema da conversão. Na primeira parte (cf. Lc 13,1-5), Jesus cita dois exemplos históricos que, no entanto, não conhecemos com exactidão (assassínio de alguns patriotas judeus por Pilatos e a queda de uma torre perto da piscina de Siloé). Flávio Josefo, o grande historiador judeu do séc. I, narra como Pilatos matou alguns judeus que se haviam revoltado em Jerusalém. Trata-se do exemplo citado por Jesus? Não sabemos. Também não sabemos nada sobre a queda da torre de Siloé que, segundo Jesus, matou dezoito pessoas… Apesar disso, a conclusão que Jesus tira destes dois casos é bastante clara: aqueles que morreram nestes desastres não eram piores do que os que sobreviveram. Refuta, desta forma, a doutrina judaica da retribuição segundo a qual o que era atingido por alguma desgraça era culpado por algum grave pecado. No caso presente, esta doutrina levava à seguinte conclusão: “nós somos justos, porque nos livramos da morte nas circunstâncias nomeadas”. Em contrapartida, Jesus pensa que, diante de Deus, todos os homens precisam de se converter. A última frase do vers. 5 (“se não vos arrependerdes perecereis todos do mesmo modo”) deve ser entendida como um convite à mudança de vida; se ela não ocorrer, quem vencerá é o egoísmo que conduz à morte.Na segunda parte (cf. Lc 13,6-9), temos a parábola da figueira. Serve para ilustrar as oportunidades que Deus concede para a conversão. O Antigo Testamento tinha utilizado a figueira como símbolo de Israel (cf. Os 9,10), inclusive como símbolo da sua falta de resposta à aliança (cf. Jer 8,13) (uma ideia semelhante aparece na alegoria da vinha de Is 5,1-7). Deus espera, portanto, que Israel (a figueira) dê frutos, isto é, aceite converter-se à proposta de salvação que lhe é feita em Jesus; dá-lhe, até, algum tempo (e outra oportunidade), para que essa transformação ocorra. Deus revela, portanto, a sua bondade e a sua paciência; no entanto, não está disposto a esperar indefinidamente, pactuando com a recusa do seu Povo em acolher a salvação. Apesar do tom ameaçador, há no cenário de fundo desta parábola uma nota de esperança: Jesus confia em que a resposta final de Israel à sua missão seja positiva.


Para reflectir e actualizar a Palavra:

• A proposta principal que Jesus apresenta neste episódio chama-se “conversão” (“metanoia”). Não se trata de penitência externa, ou de um simples arrependimento dos pecados; trata-se de um convite à mudança radical, à reformulação total da vida, da mentalidade, das atitudes, de forma que Deus e os seus valores passem a estar em primeiro lugar. É este caminho a que somos chamados a percorrer neste tempo, a fim de renascermos, com Jesus, para a vida nova do Homem Novo. Concretamente, em que é que a minha mentalidade deve mudar? Quais são os valores a que eu dou prioridade e que me afastam de Deus e das suas propostas?

• Essa transformação da nossa existência não pode ser adiada indefinidamente. Temos à nossa disposição um tempo relativamente curto: é necessário aproveitá-lo e deixar que em nós cresça, o mais cedo possível, o Homem Novo. Está em jogo a nossa felicidade, a vida em plenitude… Porquê adiar a sua concretização?

• Uma outra proposta convida-nos a cortar definitivamente da nossa mentalidade a ligação directa entre pecado e castigo. Dizer que as coisas boas que nos acontecem são a recompensa de Deus para o nosso bom comportamento e que as coisas más são o castigo para o nosso pecado, equivale a acreditarmos num deus mercantilista e chantagista que, evidentemente, não tem nada a ver com o nosso Deus.

terça-feira, 6 de março de 2007

"Convite" 09-03-2007


Como é do conhecimentob de todos, se não o é passa a ser...

Sopro esta 6ªfeira a reunião é temática - "QUARESMA", organizada e orientada pelo Frei Fernando.


Vais ou ficas?

domingo, 4 de março de 2007

Reunião de Taizé - post relembrativo

Oi venho relembrar neste inicio de semana que sabado dia 10 de março, tipo o próximo sábado, temos a nossa reunião de preparação para a oração de Taizé - 21h30.
Não entrem em desepero se acharem que estão com pouco tempo para preparar ou organizar, não vos quero ver subcarregados em tempo de exames com a oração, arrangem só um tempinho para estarem disponiveis nessa noite de reunião e haverá tempo e lugar para tudo o que precisarem de fazer: escolha das músicas, e até mesmo seu ensaio enquanto se trabalha pode- se cantar na boa, momentos de oração, analisar espaço para a decoração, divulgação, e guia geral depois de tudo reunido.

E no fim já sabem a caneca. E peço ainda para quem tiver chaleiras que as leve sff.

Confirma presença ou ausência sff.


bjcs XXL e boa semana

sábado, 3 de março de 2007

mOMENTOS A RECORDAR EM REGISTO FOTOGRÁFICO - I - O primeiro de muitos, ou então não...






















calendário de Março


IMPORTANTE:

PRECISO DE SABER SE VAIS OU FICAS

PARA A PROXIMA REUNIÃO TEMATICA - FREI FERNANDO ORGANIZA;


PARA A ORAÇÃO DA QUARESMA EM FAMÕES


E


PARA O JANTAR NO FIM DA MISSA DE SABADO DIA 31 DE MARÇO, PARA COMEÇARMOS A ORGANZIAR A REUNIÃO GLOBAL.

Calendário de Abril


A agendar e saber se vais ou ficas, para depois avisar o quanto antes porque são coisas importantes e necessárias oeganizar com antecedência.


Fátima Jovem: 4, 5 e 6 de Maio (inclui ultima etapa da caminhada a pé a Fátima da nossa paróquia e pernoitar em Fátima).


Reunião Global: 20 de Maio
Reuniões de organização:
31 de Março
15 Abril
28 de Abril
12 de Maio

Reunião de 3 de Março de 2007




A noite começou como não poderia deixar de ser, às 21h30 com a nossa reflexão da Quaresma. Sempre uma renovação, reflexão, meditação, com o envegelho de ponto de partida e ao som de música relaxante, pensa-se e relembra-se a semana, agradece-se, pede-se, chora-se...




Logo de seguida e sem mais demoras, demos inicio à nossa reunião. O tema de hoje foi organizado por mim e pela Catarina. A pedido pessoal a guapa Cat, aceitou o convite de organziação. OBRIGADO.




E foi a pensar que já estavamos a precisar de uma reunião de oração, para nos fortalecer outras vertentes.




A ideia surgiu da convidada especial: pensar no que dizemos quando rezamos o Pai Nosso, assim surgiu o desmembramento (que aperece nos post seguintes, assim como todos os textos da reunião e questões de reflexão) da oração do Pai Nosso e também várias explicações para as frases que dizemos a trautear, sem pensar nelas.




Embora tenhamos sido menos de metade dos Sopro que tem estados nas últimas reuniões da paródia, foi uma reunião muito boa, muito interessante, de muita partilha, oração, reflexão, crescimento.




Pessoalmente gostei muito de ouvir os Sopro Rui e Carmelita, descobri coisas deles e neles que desconhecia. Gostei muito da vossa partilha.




E não pensem que não foi divertida, porque deu para rir a bom rir, muito agradavel a companhia,o local (Igreja - Sacrário) a despertar todo o momento em nós.




E ainda tivemos direito a inédito, o Sopro Rui partilhou uma música nova em primeiros ouvidos. Uma palavra: muito LINDA Parabéns Gostei.




No fim de uma semana de trabalho intenso, aulas, e afins soube mesmo bem a reunião. Parabéns á organização.

PAI NOSSO

Pai
E o primeiro assombro está já na primeira palavra. O maior assombro. É por acaso normal que o homem se volte para Deus – o todo-poderoso, o criador dos mundos – chamando-lhe simplesmente “pai”?
Pai, sem mais. Esta é uma dessas palavras totais que se diminuem, se se lhes acrescenta um adjectivo. Dizer “pai bondoso” é muito menos do que dizer simplesmente “pai”. Quem é pai é-o de todo e com todas as consequências.
Porque aqui não se diz que Deus nos ame “como um pai”, ou que actue “paternalmente” connosco. Diz-se rotundamente que é em verdade nosso pai.
Olhai – diz S. João – que amor singular nos concedeu o Pai, que sejamos chamados filhos de Deus e o sejamos de facto (1 Jo. 3,1).
Perante esta ideia de chamar “pai” a Deus os santos saltavam de gozo. Nós acostumámo-nos. Mas – como escreve Schürmann – esta forma de se dirigir a Deus não é tão evidente como alguém poderia supor. Era preciso que Jesus nos desse a sua permissão e nos animasse a invocar Deus com esta palavra “pai”, tão íntima e familiar. Poderíamos, inclusive, dizer que esta foi a grande revelação que Jesus nos fez.
Não que fosse o primeiro a usá-la, mas porque a usou de um modo e de uma forma que nunca ninguém tinha empregado.
Em orações sumérias anteriores a Moisés e aos profetas, encontramos a invocação de Deus como “pai”. E em catorze passagens do Antigo testamento ouvimos designar Deus como pai e o povo de Israel como seu filho. Mas esta invocação toma um carácter completamente distinto no Novo Testamento. Além de se multiplicar o número de vezes que se utiliza esta palavra (só nos evangelhos são 170), encontramos que nas orações de Jesus e no começo do pai-nosso é usado um vocábulo que nunca tinha sido dirigido a Deus: Abba. Abba era o nome que o menino pequenino dirigia a seu pai. Ninguém antes de Jesus se atrevera a dirigir a Deus uma palavra de uso tão íntimo e familiar. Jesus, pelo contrário, na sua vida usa sempre esta palavra, a mesma que coloca no começo da oração que nos põe nos lábios: com ela nos introduz numa familiaridade com Deus que jamais ninguém tinha suspeitado.
Mais uma advertência. Também esta ideia de paternidade não é um tributo à masculinidade da civilização que Jesus viveu. Ao chamar Pai a Deus não estamos a divinizar o sexo masculino e a esquecer ou sub-valorizar a feminidade. O essencial da paternidade de Deus não é a masculinidade, mas o amor. Um amor que os próprios livros sagrados definem com frequência como maternal: Como a um menino a quem a sua mãe consola, assim os consolarei eu (Is. 66, 13)


Nosso
Esta é, na realidade, a única palavra que, acrescentada ao conceito de paternidade, a amplia e engrandece.
Na oração de Jesus, esse determinativo é absolutamente substancial. Algumas línguas, como o francês ou o inglês (Notre Père, Our Father), põem-no inclusivamente antes a palavra Pai. Certamente, uma oração que começasse por “Pai meu” nem seria cristã, nem se referia ao Deus verdadeiro.
Mas até onde abarca este “nosso”? Só o circulo de baptizados? Em certa linguagem oficial assim se poderia dizer. E a igreja assim o reconhecia ao não permitir sequer rezar o pai-nosso aos não baptizados.
Mas também é certo que a igreja é mais larga que os seus limites. São, pois, filhos de Deus todos os que O aceitam como Pai; são nossos irmãos todos os que de algum modo participam desse amor.
Mais ainda: Deus é Pai inclusivamente dos que não O amam. O que faz que um homem seja pai não é o amor com que é amado, mas o amor com que ele ama. Todos os homens são amados, todos têm na alma essa semente, pronta a frutificar, da filiação divina.

Que estais nos céus
Se nos acabam de dizer que Deus é Pai, que está próximo de nós, que é da nossa casa, porque O situam agora nos longínquos céus?
Mas em realidade não se trata de distância, mas de profundidade, de transcendência. A oração de Jesus começa por nos dizer que Deus está próximo, mas não é manipulável. O Deus Pai não deixa por isso de ser eterno, transcendente, infinito, criador, omnipotente.
Dizemos que está nos céus que está nos céus, porque nunca O poderemos abarcar, porque nunca acabaremos de O encontrar. Está em toda a parte, mas não conseguimos vê-lO em nenhum lugar.

Santificado seja o vosso nome
“(…) O nome é a definição de uma pessoa; conhecer o seu nome é possuir a chave da sua alma; injuriar ou elogiar o Seu nome é calcar ou engrandecer o Seu coração.”

Venha a nós o vosso reino
“(…) Na realidade, julgamos procurar a Deus e encontrá-lo, mas é Ele que vem a nós; e nunca O encontraríamos se ele não nos tivesse encontrado previamente. O homem crê subir até Deus com a sua oração. Mas em rigor a única coisa que faz é descrever nela que Deus desceu até ele.”


Seja feita a vossa vontade
“(…) Esta é a mais arriscada, a mais difícil das petições do pai-nosso. Em rigor, o homem nada deseja tanto como que se faça a sua própria vontade, e nada teme tanto como que alguém lhe imponha a sua. Por isso, muitos dos que rezam o pai-nosso abster-se-iam muito bem de o rezar se pensassem realmente no que pedem nele.”

O pão-nosso de cada dia
“(…) Jesus sabia que não só de pão vive o homem. Sabia também que não vive só da palavra de Deus. O pão e a palavra eram, para Ele, duas necessidades profundas, nenhuma delas vergonhosa, as duas imprescindíveis para uma vida verdadeira.
Não se pode, como cristão, separar o pão da palavra.”


Perdoai-nos as nossas dívidas
“(…) é bom que se use a palavra “dívidas” porque o que pedimos a Deus é não só que nos perdoe os nossos pecados, mas também a nossa falta de resposta a todos os nossos pecados, a todos os seus dons. Devemos-Lhe o ter-nos amado tanto. O ter-se Ele feito homem por nós. Efectivamente tudo em nós é dívida como tudo é dom em Deus.”




Assim como nós perdoamos
“(…) Talvez seja esta a frase mais desconcertante da oração que não deveríamos pronunciar sem tremer: pobre do homem se Deus só lhe perdoasse como ele perdoa. (…) Não é que Ele perdoe “porque” nós perdoamos; tão pouco que Ele perdoe “como” nós o fazemos. (…) É, simplesmente, porque Deus quer que entre Ele e os que O amam se constitua uma comunidade de perdoadores da qual fique excluído aquele que não se decida a perdoar aos outros.
Já Volney afirmava que o perdão das injúrias, longe de ser uma virtude, chega a ser uma imoralidade e um vício. E muitos cristãos, que não se atrevem a ser tão brutalmente sinceros, dizem realmente o mesmo quando afirmam que eles perdoam, mas não esquecem.”

Não nos deixeis cair em tentação
“(…) Vigiai e orai para não cairdes em tentação. (Mc 14,38), gritava Jesus aos seus apóstolos. (…) está nas mãos da tentação o cristão de hoje. E deveria alegrar-se. Porque, segundo Michelet, um mundo onde tudo corresse sobre carris escorregadios ficaria diminuído. Toda a alma chegaria nele a amolecer-se e a ser já incapaz de todo o ímpeto.”

Mas livrai-nos do mal
“(…) O céu – escreve Evely – recebe-se. O inferno cada uma o fabrica para si, entregando-se ao desespero.
É deste mal que pedimos a Deus que nos ajude a livrar-nos.”


Sob o signo da confiança
“Assim se encerra a oração de Jesus. A tradição cristã ainda lhe acrescentou um pequeno apêndice, o “ámen”, que resume a confiança de quem a reza: assim é, assim vai ser, assim será.”

Questões de Reflexão sobre o PAI NOSSO

Não é hoje especialmente difícil rezar o pai-nosso?



Já tínhamos parado para reflectir sobre esta oração?


Pensamos no que dizemos quando a rezamos?


Qual o significado que lhe damos?



Há alguma frase que nos seja mais difícil pronunciar?

ANO C - 2º Domingo da Quaresma


Tema do 2º Domingo da Quaresma


As leituras deste domingo convidam-nos a reflectir sobre a nossa “transfiguração”, a nossa conversão à vida nova de Deus; nesse sentido, são-nos apresentadas algumas pistas.A primeira leitura apresenta-nos Abraão, o modelo do crente. Com Abraão, somos convidados a “acreditar”, isto é, a uma atitude de confiança total, de aceitação radical, de entrega plena aos desígnios desse Deus que não falha e é sempre fiel às promessas.A segunda leitura convida-nos a renunciar a essa atitude de orgulho, de auto-suficiência e de triunfalismo, resultantes do cumprimento de ritos externos; a nossa transfiguração resulta de uma verdadeira conversão do coração, construída dia a dia sob o signo da cruz, isto é, do amor e da entrega da vida.O Evangelho apresenta-nos Jesus, o Filho amado do Pai, cujo êxodo (a morte na cruz) concretiza a nossa libertação. O projecto libertador de Deus em Jesus não se realiza através de esquemas de poder e de triunfo, mas através da entrega da vida e do amor que se dá até à morte. É esse o caminho que nos conduz, a nós também, à transfiguração em Homens Novos.


EVANGELHO – Lc 9,28b-36


Evangelho de Nosso senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiagoe subiu ao monte, para orar.Enquanto orava,alterou-se o aspecto do seu rostoe as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente.Dois homens falavam com Ele:eram Moisés e Elias,que, tendo aparecido em glória,falavam da morte de Jesus,que ia consumar-se em Jerusalém.Pedro e os companheiros estavam a cair de sono;mas, despertando, viram a glória de Jesuse os dois homens que estavam com Ele.Quando estes se iam afastando,Pedro disse a Jesus:«Mestre, como é bom estarmos aqui!Façamos três tendas:uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias».Não sabia o que estava a dizer.Enquanto assim falava,veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra;e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem.Da nuvem saiu uma voz, que dizia:«Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O».Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho.Os discípulos guardaram silêncioe, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.



MENSAGEM


O relato da transfiguração de Jesus, mais do que uma crónica fotográfica de acontecimentos, é uma página de teologia; aí, apresenta-se uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que através da cruz concretiza um projecto de vida.O episódio está cheio de referências ao Antigo Testamento. O “monte” situa-nos num contexto de revelação (é “no monte” que Deus Se revela e que faz aliança com o seu Povo); a “mudança” do rosto e as vestes de brancura resplandecente recordam o resplendor de Moisés, ao descer do Sinai (cf. Ex 34,29); a nuvem indica a presença de Deus conduzindo o seu Povo através do deserto (cf. Ex 40,35; Nm 9,18.22;10,34).Moisés e Elias representam a Lei e os Profetas (que anunciam Jesus e que permitem entender Jesus); além disso, são personagens que, de acordo com a catequese judaica, deviam aparecer no “dia do Senhor”, quando se manifestasse a salvação definitiva (cf. Dt 18,15-18; Mal 3,22-23). Eles falam com Jesus sobre a sua “morte” (“exodon” – “partida”) que ia dar-se em Jerusalém. A palavra usada por Lucas situa-nos no contexto do “êxodo”: a morte próxima de Jesus é, pois, vista por Lucas como uma morte libertadora, que trará o Povo de Deus da terra da escravidão para a terra da liberdade.A mensagem fundamental é, portanto, esta: Jesus é o Filho amado de Deus, através de quem o Pai oferece aos homens uma proposta de aliança e de libertação. O Antigo Testamento (Lei e Profetas) e as figuras de Moisés e Elias apontam para Jesus e anunciam a salvação definitiva que, n’Ele, irá acontecer. Essa libertação definitiva dar-se-á na cruz, quando Jesus cumprir integralmente o seu destino de entrega, de dom, de amor total. É esse o “novo êxodo”, o dia da libertação definitiva do Povo de Deus.E o “sono” dos discípulos e as “tendas”? O “sono” é simbólico: os discípulos “dormem” porque não querem entender que a “glória” do Messias tenha de passar pela experiência da cruz e da entrega da vida; a construção das “tendas” (alusão à “festa das tendas”, em que se celebrava o tempo do êxodo, quando o Povo de Deus habitou em “tendas, no deserto?) parece significar que os discípulos queriam deter-se nesse momento de revelação gloriosa, de festa, ignorando o destino de sofrimento de Jesus.


Reflectir a partir das seguintes linhas:

O facto fundamental deste episódio reside na revelação de Jesus como o Filho amado de Deus, que vai concretizar o plano salvador e libertador do Pai em favor dos homens através do dom da vida, da entrega total de Si próprio por amor. É dessa forma que se realiza a nossa passagem da escravidão do egoísmo para a liberdade do amor. A “transfiguração” anuncia a vida nova que daí nasce, a ressurreição.

• Os três discípulos que partilham a experiência da transfiguração recusam-se a aceitar que o triunfo do projecto libertador do Pai passe pelo sofrimento e pela cruz. Eles só concebem um Deus que Se manifesta no poder, nas honras, nos triunfos; e não entendem um Deus que Se manifesta no serviço, no amor que se dá. Qual é o caminho da Igreja de Jesus (e de cada um de nós, em particular): um caminho de busca de honras, de busca de influências, de promiscuidade com o poder, ou um caminho de serviço aos mais pobres, de luta pela justiça e pela verdade, de amor que se faz dom? É no amor e no dom da vida que buscamos a vida nova aqui anunciada?

• Os discípulos, testemunhas da transfiguração, parecem também não ter muita vontade de “descer à terra” e enfrentar o mundo e os problemas dos homens. Representam todos aqueles que vivem de olhos postos no céu, mas alheados da realidade concreta do mundo, sem vontade de intervir para o renovar e transformar. No entanto, a experiência de Jesus obriga a continuar a obra que Ele começou e a “regressar ao mundo” para fazer da vida um dom e uma entrega aos homens nossos irmãos. A religião não é um “ópio” que nos adormece, mas um compromisso com Deus que Se faz compromisso de amor com o mundo e com os homens